Fomes

Seria um absurdo sairmos de Lisboa sem comermos bacalhau. Então, lá fomos nós, almoçar o peixe. Eu, Patrícia, Carol e Miguel. Ali mesmo, no meio da escadaria, entre turistas passando, locais se movendo pela cidade. Mais tarde, será a vez de visitarmos o castelo de S. Jorge. Miguel nos explica que pouco ali é original. O que veremos, na verdade, é a reconstrução ordenada por Salazar. Ainda assim, iremos. Afinal, castelos são castelos e, tirando o nosso em Pernambuco (piada à parte), é sempre diversão e história garantidas.

Óbidos

Não é sempre que dá pra conhecer uma cidade inteira criada para agradar uma rainha. E ainda ser essa cidade de séculos atrás. Então lá fomos nós. Patrícia já conhecia Óbidos, mas insistiu para que eu fosse agora. E fez bem. Um lugar para se perder pelas ruas apertadas, entre os casarios que se mantiveram ao tempo. A pequena cidade pode ser visitada de ponta a ponta. Pode-se subir a muralha que a protegia da invasão romana. Pode-se ir a igreja transformada em livraria. Pode-se almoçar em tabernas. Pode-se beber ginja, a bebida alcóolica local e em copo de chocolate. E se surpreender com acessos e cantos que passam desapercebidos pelos turistas que transitam principalmente pelas ruas principai

Madrugada a dentro

Saímos do teatro e precisávamos de um estímulo para a noite. Seguimos ao LX Factory. O espaço é formado por dezenas de pequenos e grandes galpões ocupados e transformados por artistas e designers, com uma livraria realmente especial, e diversas possibilidades de restaurantes. Basta entende que o que acompanha a livraria foi estruturado para acomodar os clientes dentre prensas antigas de gráficas. Os estímulos visuais são muitos, e ao consumo também. O lugar é um perigo à inutilidade do desejo banal estético. Não ficamos para jantar. Como fomos sem aviso, não havíamos feito reservas em nenhum dos restaurantes. Voltamos pra casa. Quer dizer, quase. Antes paramos para saborear um hambúrguer ao

Décima segunda peça

Ao entrarmos no moderno edifício do Centro Cultural Belém, a primeira ação fora mesmo tomar um café. Convites em mãos, adentramos à sala e aguardamos o espetáculo. Desta vez, uma dança. Autointitulada, de Cyriaque Villemaux e João dos Santos Martins, unindo os dois coreógrafos em cena. O movimento inicial dava conta de pensar se seria casual ou proposital os dez centímetros que restava entre a cortina frontal e o palco, o que permitia vazar luz e sombras das movimentações dos dois dançarinos. Difícil dizer. Se sim, há algo interessante no provocar a sensação de imaginação da dança no espectador, uma espécie de jogo de memória, aonde o mover-se de um lado a outro traria a possibilidade de aco

No início era...

Tudo começou para nós ali. Fora nesse ponto de Lisboa que as caravelas saíram em direção ao mar e nos encontraram. Não gosto do termo descobrimento, prefiro encontro mesmo. Ali, também, estavam vários de nossos objetivos para a tarde. Visitar a torre, comer o pastel de Belém, e mais um espetáculo no começo da noite no Centro Cultural Belém. O primeiro objetivo: É curioso olhar a vastidão de água e pensar que tudo o que para além dela estava, ainda não existia ao mundo. E que a tal civilização já dava sua enésima reviravolta, enquanto o tempo depois do mar sequer existia ao modernismo daqui. Lisboa foi por alguns instantes a provocadora de umas das reviravoltas no planeta, construiu e destrui

Convite aceito

O dia começa com uma proposta absurda de Miguel e Carol. Que tal almoçarmos em um japonês que tem aqui perto? Acho que nunca comi tanto na minha vida. E Patrícia saiu apaixonada por cogumelos.

Noite de festa

Voltamos ao teatro anterior, o São Luiz. Havia uma festa e a dj convidada era ninguém menos que Stella Rabello. Sim, a atriz brasileira que está em E se elas fossem pra Moscou? Sim, essa mulher maravilhosa e deliciosamente louca. Como não ir? Ao subirmos as escadas do metrô, o improvável se deu. Do outro lado da rua estava Miguel Seabra, diretor do Teatro Meridional, de Lisboa. Ainda que para nós, que vivemos em São Paulo, a cidade se pareça pequena, é ela uma metrópole e as possibilidades dos esbarrões é bem pequena. Havíamos nos falado pelo facebook, mas nada dava certo em nossas agenda. Mas hoje, sem que nos programássemos ao encontro, ele ocorrera naturalmente. Ou quase. Isso, porque Mig

Décima primeira peça

Terminada peça no Teatro São Luiz corremos ao metrô. Era preciso atravessar parte da cidade e chegar ao Teatro Maria Matos para assistir pouco tempo depois outro espetáculo na programação do Alkantara Festival. Pra nossa sorte, o metrô estava a poucos quarteirões de nós. Tudo certo. Com o bilhete comprado na chegada para durar a semana, não perdemos tempo. Saímos de um bairro com os pequenos edifícios típicos, casebres históricos, ruas apertadas e varais nas grades das janelas para outro bem diferente, mais próximo ao que entendemos por uma metrópole e suas avenidas largas, edifícios quadrados envidraçados e quase sem estilos, modernos ao que se parece igual em qualquer lugar do mundo, carro

Décima peça de novo

Foi preciso voltar, como escrevi antes, pois o espetáculo E se elas fossem para Moscou?, de Chris Jatahy, é em duas partes, uma peça e um filme. E o filme, editado ao vivo, em tempo real, exige à diretora decidir em pleno acontecimento quais câmeras e imagens os espectadores no cinema assistirão. Depende dos posicionamentos das câmaras, depende do enquadramento dos atores, dos ângulos do cenário, do instante e cada segundo improvisado que exige mudar tudo e rever a construção da narrativa. Assim, por ser tão aberto, o espetáculo necessitou meu retorno. Chris me convidou para que ficasse ao seu lado, durante a edição, assistisse as opções e as escolhas, entendesse e, em breves momentos, pudem

Pausa pro almoço

O Mercado da Ribeira está reformado.Fomos até lá. E está lindo. Além de diversas possibilidades de experimentar comidas típicas, o ambiente é agradável como poucos mercados conseguem ser. E perto dali, café, claro, e em vários idiomas pra não se ter dúvida. Fotos: Patrícia Cividanes

Lisboa de dia

No Tejo, esquecendo-se do tempo, dos compromissos e deixando as gaivotas serem as companhias. Apenas nós. Perdendo-se ao som do rio, ao sons das aves, aos ruídos das ruas. Apenas sós. E o vento descontrolando os cabelos e sorrisos. Fotos: Patrícia Cividanes

Invasora

Chegamos em casa, enfim. E eis que ali, deitada no sofá, ela se acomoda nesse frio de Lisboa. Surpresa a ambos. Os amigos passaram e deixaram a Costela, esse é o nome dela, e foram ao bar. E nós, apesar de esgotados, fomos ao Trombeta beber a última cerveja da noite. foto: Patrícia Cividanes

Lisboa à noite

Depois de mais de quatro horas no teatro, é hora de voltar pra casa em Lisboa. Cansaço e a cabeça rodando com milhões de ideias e pensamentos após a peça. Bom, seria assim, mas e a festa do festival? Bom, antes, uma espiada na pista... Fotos: Patrícia Cividanes

Décima peça

Um dia especial. Hoje fizemos a Crítica Dentro, nossa segunda por aqui na Europa. E o espetáculo é da diretora brasileira Christiane Jatahy, E se elas fossem pra Moscou? Bom, acho que com essas meninas eu iria junto, seja pra onde for... Mas não bastou assistir uma vez. Serão três. Duas hoje - peça e filme; uma amanhã - o processo de edição do filme a partir da peça em tempo real. Patrícia já havia ido antes para fazer um ensaio fotográfico. Então agora é juntar tudo, pensamentos, anotações, conclusões, ideias, questões, imagens, ângulos e pontos de vistas para transformar em breve em uma única coisa. A noite será realmente especial. Foto: Patrícia Cividanes

Um dia no parque

Sair por Lisboa, olhar as varandas. Estar com amigos. Fazer amigos. E ir a um picnic aproveitar uma fresta de sol. Um corre com o cachorro, outro dorme no gramado, muitos conversam, muitos riem. Ao redor há famílias, há o violão de alguém. E de repente percebo que um celular e carteira estão mais ao lado deixados por alguém de nós. Ele sabe e não se importa. É difícil acreditar que ninguém os roube. Essa sensação triste de que isso nunca acontecerá no Brasil. Um dia delicioso que precisa acabar. É hora de correr pro teatro, enquanto eles permanecerão por ali mesmo até o gramado ser pouco. fotos: Patrícia Cividanes

De Lisboa a Sintra

Tiramos o dia, antes de começarmos os espetáculo no Alkantara Festival, para conhecer Sintra. Castelos, grutas, jardins e um tempo parada no passado que faz imaginação voar de volta às historias e acontecimentos. O encantamento é pleno. Ao voltarmos a Lisboa, o céu rosa e azul nos recebe como amigos. O dia termina com um maravilhoso jantar oferecido por Laila, Marco e o casal de cães Lady Gaga e Sir Jipe, além, claro, de Miguel e Carol. Uma noite de muita risada, conversas, com pessoas incríveis. Um dia realmente pra nos recordarmos do inicio ao fim. Fotos: Patrícia Cividanes e Ruy Filho

Quase já é festival

Uma noite diferente. Patrícia foi fotografar o espetáculo E se Elas fossem pra Moscou; eu fiquei escrevendo e trabalhando na crítica sobre o espetáculo assistido em Berlim. Amanhã o festival começa. Não iremos à abertura que será com a peça dirigida por Chirstiane Jatahy, pois faremos a Crítica Dentro sobre o espetáculo dia 26. Mas, como não conseguimos parar quietos, ao final da noite, encontramos com todos na frente do teatro e saímos em busca de um lugar para jantar. Em Lisboa é complicado começar tarde. E, entenda tarde como depois das 23h. Acabamos no Chiado, em um lugar especializado em peixes enlatados de todos os tipos, de salmão e atum a ovas e o que mais imaginar. Que delícia poder

percurso
Procurar por tags