JUNTA - Festival Internacional de Dança de Teresina

Acompanhe aqui as resenhas de Ruy Filho sobre os espetáculos do festival. SALA 3 Criação e Performance: Juliana França Direção: Juliana França e Alejandro Ahmed Teresina -PI Logo de início, a mulher que aguarda o público impõe outro instante ao que virá. Sem seus cabelos, quais nos acostumamos a encontra-la nos dias anteriores, é ela outra; figura específica e própria, cuja particularidade definitiva subordina tudo a seguir. Entrar na sala, então, é acomodar-se a seu universo. E como dele nada se conhece por ter se tornado teatro, o mistério amplia ainda mais a presença como meio de acesso. Tanto a depender de uma única pessoa poderia ser um risco. No entanto, Juliana França conduz com a em

CIRCOS - festival internacional sesc de circo

Olhe pela janela, avisaram. Enquanto o carro passeia pela estrada, ali, no canto improvisado, está a lona erguida imponente, convidando o público para mais tarde, desatentos animais em jaula e palhaços quase prontos passeiam pelo terreno. Do outro lado, um homem arremessa malabares; mais ao fundo, outro arremessa uma garota que não cai. A lentidão desse instante particular não parece preocupar nenhum dele com o atraso. É ele natural. Em cada chegada, em cada despedida, assim se faz, tendo mais ao lado o mágico que se ocupa em reunir pombas fugidias e os baralhos que escorregam de suas mangas. Olha a tudo, a pequena menina contorcida, com seus olhos próximos aos pés; e nossos olhares se cruza

CENA BRASIL INTERNACIONAL

LA VITA FERMA: SGUARDI SUL DOLORE DEL RICORDO Direção e dramaturgia: Lucia Calamaro CCBB, RJ por Ruy Filho Qualquer narrativa que busque se aproximar da morte como tema limita-se a ser somente uma perspectiva subjetiva. Afinal, aquele que narra está vivo, e como tal, a morte é somente uma possibilidade de sua imaginação e transferência de diversas experiências indiretas acumuladas. Por vivermos a morte como dimensão do outro, nunca a própria, traduzí-la ou simbolizá-la implica na inevitável condição de cria-la. Por isso, imagem a ser inventada e sensações concretas e não verificáveis, a morte é na arte tema constante e universo infinito de invenção do próprio homem. Isso, pois, ao escolher c

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