SATYRIANAS 2017


Acompanhe aqui as resenhas sobre o festival.

__O Assassinato do presidente

Direção: Paulo Faria

Elenco: Leona Jhovs e Paulo Faria

Texto: Paulo Faria

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

O colapso de uma relação familiar produz desejos que vislumbram qualquer direção. Sodomizar a cria. Matar o presidente. Cada coisa no seu não-lugar. Pensar a vida política atravancada pela esfera particular parece enredar as motivações de cada uma das personagens. O presidente figura como efeito imaginário, como um vulto do poder, como uma assombração na vida dos “mortais”. A impossibilidade de torná-lo real o torna poderoso. Matar o presidente poderia ser o motor, mas surge como as placas que indicam os desvios da viagem. Sublinhando discursos sociais a leitura insiste no plano-seqüência. Existem poucas estratégias dramatúrgicas e isto parece propor a vocação do triller-dramático. O teatro pode sim estabelecer a representação dos insensatos, pode sim trazer para a luz os revoltosos e os anarquistas de extrema direita, mas é também da predestinação do teatro a elaboração de metáforas que possam tornar tudo isto um contexto. O texto, ao que pude entender da fala do elenco, ainda atravessará olhares e ensaios. Talvez seja o momento ideal para evocar possibilidades de montagem dramatúrgica. É possível pensar que a forma possa emprestar novas expectativas ao material. Os marginais precisam de uma forma não-marginal para que seus atos ultrapassem a barreira do ressentimento e alcancem o discurso social. – A história de um povo é também a história de seus bandidos – Alfonso Romano de Santt’anna.

por Marcio Tito

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__Aqui não é o Lugar Certo

Direção: Vanessa Bruno

Elenco: Antoniela Canto e Gabriela Fortanell

Texto: Paula Autran

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

O mesmo segredo organiza as duas instâncias que definem a situação. Um possível acidente e uma possível enredação romântica tornam a cena porosa em todas as direções. As duas "viúvas" de alguma situação por nós desconhecida, de forma antagônica, estabelecem Tchecoviana atmosfera. Talvez um som de mar seja aquilo que nos conecte ao além-mar das interpretações. O peso da dupla de atrizes empresta novas configurações ao drama e estabelece uma poderosa primeira cena já começada em terreno agudo. A intensidade dos olhares elabora contornos aos diálogos e é aqui o lugar onde a montagem melhor acontece. Quando as possibilidades da trama encontram os acertos das interpretações, quando o peso das imagens esbarram na energia das possibilidades sugeridas. Engajadas em uma interpretação quase cinematográfica, as duas atrizes tornam-se a primeira camada da cena e o texto encontra aqui a sua mais importante função - possibilitar atmosferas de jogo e, não sem demarcar seu terreno, oferecer sua carga de situações. As palavras armam o ringue para os dois arquétipos que disputam a autoria de um passado enigmático e controverso. Sinto falta e sugiro, para maior complexidade da cena, um efeito menos cronológico ou novas e outras formas de exercitar o tempo-espaço da cena. Os procedimentos de montagem poderão sugerir, como no cinema, outras camadas de significado para aquilo que já está, por ora, posto pela lógica da ação. Ainda é preciso driblar a racionalidade.

por Marcio Tito

Ao construir estratégias para uma dramaturgia que se propõe próxima ao real,sejam quais os forem os níveis dessa aproximação, sobretudo se pelo diálogo, duas são as possibilidades essenciais: trazer pela palavra o desvelar narrativo ou a revelação das personagens que sustentam a narrativa. De todo modo, a palavra implica em compor por si mesma a ação de deslocamento ao desenho das personas e das ações. O modelo parece simples, mas não o é. Requer a perspicácia de não antecipar fatos ou traços, o que desmontaria o interesse de modo irrecuperável. Aqui não é um lugar certo supera os obstáculos mais complexos e conquista espaço em ambas as condições, ainda que a cena seja demasiadamente curta para tanto deslocamento narrativo. De todo modo, frase a frase, o enredo surge na mesma intensidade das duas mulheres, sem que um mecanismo se sobreponha ao outro, escapando, assim, da artificialização óbvia de gerar impactos. Ao ser mais sobre o que não é dito do que sobre o diálogo exposto, produz o efeito desejado de mistério e abertura às possibilidades próprias de cada espectador. Em poucos momentos, as palavras parecem escapar da boca e o ritmo de suas interpretações requer das atrizes dramatização exagerada. Nada que seja suficiente para nos afastar por completamente, é verdade, mas cabe uma lapidação de um pouco mais de silêncios, distâncias, olhares, tentativas, recuos e encontros. Muito disso já está presente na delicada direção de Vanessa Bruno, o que faz acreditar que se continuado a cena pode vir a ser um bom espetáculo. O dilema maior, porém, a ser resolvido é a perspectiva de uma única camada sobre aquilo que a narrativa revela ser seu tema ao final: o abuso e violência contra a mulher. Sem trazer sobreposições inesperadas, acaba por ser afirmação de um discurso que, ainda que urgente, pode ser problematizado no teatro de modo mais inesperado inclusive em seus julgamentos. Para que um tema se torne urgente independentemente de sua validade real é fundamental ser também ao exercício de construção teatral, quando assumirá a qualidade de original às vozes das artistas. É o que importa, ao final: ser radicalmente e além de tudo artistas na maneira de elaborar estéticas e conceitos, sistemas cênicos e vocabulários de interpretação. E tudo indica que isso poderá acontecer muito em breve se se permitirem irem além dos próprios objetivos.

por Ruy Filho

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__“AMIGAS…”

Direção: Rubens Rewald

Elenco: Doró Cross e Lilian Bites

Texto: Rubens Rewald

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

Algo faz lembrar " O grande chefe", de Lars Von Trier... Recebemos o relato de um mundo cheio de buracos. A convivência jogada em um abismo de desinformações e o mundo do trabalho cercado por buracos de significado. A despretensão é uma poderosa forma de incluir o olhar do outro na perspectiva da cena. As atrizes articulam inteligentes argumentações sensíveis, através de suas interpretações, para humanizar e aproximar as suas dóceis e não dóceis figuras. Pensar o mundo segundo a falta, e a política segundo a sobra, nos faz perceber quem realmente organiza o que está dentro de todas as relações. A mesquinhez pode parecer um defeito, mas talvez seja apenas o resultado das nossas respostas ao mundo. E a vontade de vencer e de crescer, fatalmente, pode configurar um estranho paradoxo sempre pronto a estrangular aquele que seguir nesta busca. Mover-se no mundo pode significar pisar em algo. Pode significar sair da sombra e matar a função da árvore. Cada movimento, dentro desta estrutura social empapada de regras e correlações, cheia de efeito e reação, é sempre um risco para os que desejam atravessar a vida sem causar frisson. O texto, de forma simples e direta, de forma estética e bem articulada, organizada e consciente das razões de ser de uma dramaturgia, evoca pautas contemporâneas e empresta ao tempo a habilidade de portar-se dentro do presente. Importante reflexão que nos faz pausar as opiniões e acessar os recantos misteriosos daquilo que está posto além de nossa bolha social. Raro encontro dentro do evento. Que estas palavras soprem ar nas velas do desejo e que a montagem encontre seu caminho de realização.

por Marcio Tito

Quando os acontecimentos são incompreensíveis, até mesmo as conversas mais triviais acabam preenchidas por subtextos um tanto quanto surreais. Tudo parece estar se deslocar para outra perspectiva de entendimento de modo a ressignificar os gestos mais prováveis. Nessa deformação inesperada da perspectiva, o indivíduo se reapresenta ao outro não como um desconhecido, mas como aquele que não se notou durante todo o tempo. Há nisso a reapropriação de meios próprios do teatro do absurdo de Ionesco. Contudo, não se trata de conduzir pelo imprevisto, e sim de encontrar o imprevisto como realidade palpável. Em Amigas, Rubens Rewald resolve o arcabouço narrativo por meio de falas que cortam o silêncio, como se fosse impossível não falar. Mas o que falar? E o que ainda é preciso falar? As duas amigas de trabalho não respondem uma a outra, mas a si próprias assumindo um estado de conformidade que revigora a relação a cada sentença emitida. São julgamentos silenciosos, são vazios verborrágicos, enquanto o contexto destrói a possibilidade de alcançar saídas. A cena é simples e entregue às atrizes que a validam de modo ímpar nesse jogo de antagonistas sem protagonismo. Ao reativar em áudio, pela voz editada de Michel Temer, as falas que traduzem o ridículo de seu percurso inicial como presidente, os acontecimentos reativam sua qualidade caricatural superando as tentativas das atrizes em fugirem da naturalidade. Nada é capaz de ser mais farsesco do que o real, portanto. E o teatro, ainda que meio escolhido para nos provocar tal percepção, insiste-se em resistir como dispositivo de reinvenção tanto quanto expõe sua incapacidade de ser maior do que os fatos. Amigas consegue equilibrar com aparente facilidade a relação entre o fora e dentro da cena sem precisar utilizar muitos elementos ou grandes estratégias narrativas.

por Ruy Filho

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__Coração de Basalto

Direção: Celso Cruz

Elenco: Celso Cruz e Dill Magno

Texto: Celso Cruz e Guilherme Freitas

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

O teatro pode ser o instrumento que liga as instâncias da vida. Um tipo de ritual que visita a morte e, dentro deste contexto, cria diálogos com o impossível. É bonito pensar que em raros momentos o teatro deixa de ser a mediação da realidade para tornar-se, de fato, real. E quando isto acontece as coisas surgem para além da forma e do resultado. É urgente oferecermos novos usos para o palco e para o drama, isto nos devolve algo que a produção voltada ao mercado nos furta à todo instante. Nem sempre a arte precisa resultar. Nem sempre a presença é voltada ao espectador. Toda a despretensão foi bem-vinda. Vimos uma homenagem para aquele que se foi - isto basta. Cada um de nós carrega galharufas (voluntárias ou não) que significam um pouco o nosso caminho. Neste caso o teatro agiu como catalisador da memória e da saudade, isto mostrou-se vívido e poderoso e, que o artista tenha tido aqui uma doce evocação de sua história...

por Marcio Tito

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__Leoa na Baia

Direção: Aline Negra Silva

Elenco: Miriam Limma

Texto: Maria Shu

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

Há uma leoa na baia. Sua consciência permite apenas reconhecer o lugar e não o sujeito. Reconhece as tábuas que limitam o seu lugar, mas não se reconhece felina. Equina, talvez. Seu olhar que pouco pode cruzar as baias alheias, cruza com o meu e me reconfigura. Seu olhar atinge o meu ao passo em que desperta em mim um estado de consciência. Há uma força tremenda diante de mim. Me dou conta da complexidade de uma personagem como uma atendente de telemarketing para o teatro: há uma dramaturgia sinuosa em sua existência. Tudo o que ela diz não é o que ela gostaria de dizer. Sua fala é deslocada de suas intenções. O seu drama está, pois, na incapacidade de dizer o que gostaria. Sua fala não segue o pulso do seu pensamento. Uma mulher emudecida pelo excesso de fala. Há um tanto a ser dito. Há a iminência do arroubo. Uma leoa prestes a rugir. A atendente de telemarketing concentra em si o rancor do mundo, quem a suporta? Que rosto tem? Quantas vezes descontei a ira ao telefone com um rosto desconhecido e uma voz que seguia incólume a minha fúria? Como o oco do mundo que absorve todos os problemas e reclamações, a atendente sofre também com o machismo e racismo no ambiente de trabalho. Mas ela está prestes a olhar para si. É possível sentir a iminência do rugido. O animal, que dentro da baia fica acuado, sabe pouco de seu tamanho. É difícil compreender que um espaço é pequeno quando ele é o único que se conhece. Como se constrói a consciência? Como se rompe os limites impostos? Como reconhecer o machismo e o racismo quando não se conhece outra possibilidade de vida? Como estranhar a realidade? Como olhar para além do estábulo? Maria Shu em “Leoa na Baia” traz a discussão sobre racismo e machismo de forma precisa. Deparamo-nos com o percurso de uma atendente de telemarketing alimentando um estado de consciência sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. Seguimos o percurso da juba apresentando-se, do rugido em estado de ensaio, da experiência em assumir-se leoa. Há leoas com juba! Miriam Limma convoca a todos a olhar para além de suas baias. Chupa essa Simba!

por Ana Carolina Marinho

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__Pornô Pela Manhã

Direção: Ian Soffredini

Elenco: Karla Bonfá

Texto: Fábio Brandi Torres

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

Quando o Estado não assiste a moral de perto, é a mídia quem surge para cumprir este papel. O noticiário convulsiona, afinal, precisa atender muitos interesses e torna-se impossível manter curadoria sobre isto. A atriz pornô é a maconha criminalizada. É o paradoxo que revela o ridículo das nossas preocupações, o ridículo e também o escuso dos interesses... Tudo poderia parecer banal se de fato não o fosse. E, por sê-lo, não é preciso revelar sua banalidade total. Esta sobreposição é a redução da maioridade penal e a criminalização do aborto. E, embora em determinados momentos a retórica não nos ofereça complexidade, duas coisas estão em disputa: a ótima sinopse que nos oferece infinitas possbilidades e o excelente desempenho de Karla Bonfá. Sendo o humor a estratégia da obra, Karla opta pela farsa. Uma elegante escolha para organizar o tempo da atriz e o tempo da personagem em cena. É um equilibrado encontro da técnica com o material. Seu jogo fica evidente quando seus olhos passam a narrar sem que haja uma forte caricatura no palco. Karla nos oferece o mais minucioso e íntegro trabalho de atriz até então. Há fôlego para uma possível montagem.

por Marcio Tito

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__Aula de Reforço

Direção: Vicente Negrão

Elenco: Álvaro Motta, Guto Almeida, João Luiz Vieira, Jeyne Stakflett, Maira Helen e Nyrce Levin

Texto: João Luiz Vieira

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

“Aula de Reforço” inicia com uma descrição de cenas tão minuciosamente elaboradas que se aproxima de roteiros de cinema. O autor privilegia a descrição de objetos de cena que não serão utilizados, senão para enfeite, o que confere à leitura um preciosismo que conduz a imaginação a pensar no que se ouve como um filme. O excesso de elipse aprofunda a sensação, em uma cena estamos no consultório, na cena seguinte no banheiro e ainda há passagem de tempo – a narrativa avança dois anos. A dramaturgia, porém, excede-se para além das rubricas, as imagens que povoam o imaginário se desmembram com as falas longas e explicativas, que convocam pouco o espectador, tudo é dito sem que se haja contradições e incoerências, até quando pode haver mistério ele se dilui por sempre ser anunciado. O que faz com que a primeira impressão de que a dramaturgia continha elementos cinematográficos se transforme em roteiro televisivo. Os personagens têm muita consciência de si e se enganam pouco, o que torna o suspense previsível. O excesso de descrições, de explicações e de conflitos fragilizam a trama que se apresenta no primeiro instante com muita força. Tudo inquieta ainda mais a plateia quando a dramaturgia volta ao ponto inicial, trocando apenas os gêneros dos personagens. Metade do público desiste, muito pelo desconforto que a narrativa novelesca nos gera e por subestimar nossa capacidade de apreensão da história. A troca dos gêneros cria uma sensação perigosa e equivocada de que as coisas são para homens e mulheres da mesma maneira. É preciso ficar atento e não reduzir as diferenças, elas existem e são numerosas.

por Ana Carolina Marinho

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__Ponto de Fuga – um ensaio

Direção: Mateus Monteiro.

Texto: Rodrigo Nogueira

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

Eis aqui um excelente exemplo de como a forma pode trazer virtude ao conteúdo. Uma classe média desinteressante, borrada por intimidades e ações interiores, poderia agradar pouco. Entretanto, a montagem formal das cenas e a conexão interna dos instantes da trama oferece uma acertada polifonia ao material. A organização é metódica e recheada por rimas internas. Como se os pontos pudessem conectar-se através da presença do publico, o texto oferece claras balizas e obscuras motivações. Isto produz um efeito de suspense que hoje se faz raro no teatro. A brincadeira de contar uma historia e, sabendo contar historias torná-la superior a sua própria estrutura narrativa é um jogo que ainda interessa ao público e ao artista. Válido ressaltar o bom gosto da direção que teve a elegância de priorizar o texto, neste evento que tem foco na análise dos dramas apresentados, mas que tem vivido duros golpes da cena contra a dramaturgia. E, para uma futura montagem, parecerá importante que a direção saiba criar paralelos visuais para dinamizar o que está apontado no material. Tendo intrincada arquitetura, o texto prescinde de um tipo de energia cênica que o torne um móbile encaixável. As edições serão bem vindas, bem como as digressões e possivelmente outras cenas apenas visuais chegarão para que se possa colaborar imagéticamente com a dinâmica formal da edição das cenas.

por Marcio Tito

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__Pó de Estrela

Texto: Nina Nóbile e Carol Pitzer

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP

A proposta é bastante espacializada em um campo de interesses que devem atender ao gosto das autoras e dos intérpretes. Transmite a impressão de que as questões ali demonstradas tocam os artistas, entretanto, não me sinto capaz de elencar quais seriam os assuntos abordados. Tudo nos remete a alguma possibilidade de narrativa política, mas existem tantos vetores que acabamos tendo dificuldade em compreender a missão da obra. O humor satura. A codificação terminologica satura. A pretensão satura. Tudo ali se pretende para além do que está tudo posto. Nega-se o teatro ao ponto de não restar pontos onde possamos agarrar a atenção. Não sei para quem poderia interessar este tipo de fábula que, além de se organizar pelo clichê do golpe político e da tomada do poder, ainda embala a obra com uma estranha camada de ficção científica afetada. Fica o elogio por ter havido ensaio e também por nos oferecer uma ruptura tão vinda de lugares que desconheço e não sei rastrear. Foi sim um fracasso total, mas existe o mérito de ter sido um fracasso de grande porte.

por Marcio Tito

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__Reforma Política

Texto: Jô Bilac

Elenco: Tatiana de Lima

Praça Roosevelt - SP Escola de Teatro - Dramamix - SP